Precificar precatórios é um exercício específico de finanças. Diferente de títulos públicos tradicionais, o ativo combina três fontes de incerteza: prazo, regime jurídico e risco do ente devedor. Análise técnica do PortalPrec sistematiza as principais abordagens praticadas no mercado.
Modelo 1: DCF tradicional
Fluxo de caixa descontado a uma taxa que reflete custo de capital + prêmio de risco. Premissas centrais: ano esperado de pagamento, índice de atualização aplicável (Selic, IPCA, IPCA+juros), probabilidade de antecipação por acordo.
Modelo 2: Atuarial
Calcula valor presente com base em curva histórica de pagamentos do ente devedor. Especialmente útil pra precatórios municipais e estaduais, onde o comportamento agregado da fila importa mais que datas individuais.
Modelo 3: Por comparáveis
Olha negociações recentes de precatórios similares (mesmo ente, mesma natureza, posição similar na fila) e ajusta por tamanho e perfil de risco. Usado em operações estruturadas de FIDCs.
Spread típico
- Federais comuns: 30%–45% de deságio
- Estaduais (SP, MG, RJ): 35%–55%
- Estaduais (estados pequenos): 50%–75%
- Municipais (capitais): 50%–70%
- Municipais (cidades pequenas): 70%–85%
Com informações de: PortalPrec — análise técnica de mercado. Matéria editorial do PortalPrec com base em fato público de fonte primária.